Resenha - H. Stern – A História Do Homem E Da Empresa




04 junho 2016



Já tem algumas semanas que eu ando tentando, sem sucesso, resenhar H. Stern – A história do homem e da empresa, de Consuelo Dieguez,  269 páginas, Editora Record, sem muito sucesso.

Sinopse: A jornalista Consuelo Dieguez resgata a história do fundador da H. Stern e a trajetória da joalheria no livro “H Stern, a história do homem e da empresa”. A autora percorre a infância de Hans Stern em Essen, na Alemanha, passa por sua chegada ao Rio ainda na adolescência na década de 30, até se debruçar sobre a criação e evolução da joalheria carioca, que completou 70 anos este ano.
 
Não que seja um livro intrincado, ou algo do tipo, é uma mera biografia. O que me dificultou a resenha foi o viés desta biografia, bem como minhas próprias ideologias político-sociais, e a forma que elas me fizeram ler (num sentido mais aprofundado da palavra, quase semiótico) esta biografia.

A começar pela construção do exemplar, tudo é criado para romantizar e transformar em herói, quase santo o biografado e sua empresa.
Desde a capa imaculadamente branca, às folhas grossas e espaçamentos largos que escondem o quanto o livro é raso ao tratar dos bastidores da empresa que se pretende desvendar, tudo é meticulosamente colocado com o intuito de endeusar marca e criador, de uma forma que me desagradou imenso.

Focada na visão dos próprios donos da bola, o livro passa bem ao largo por momentos mais delicados e contraditórios da história da marca e seu criador, envolvendo tudo numa aura de utopia meritocrática e ufanista, que exalta o amor do refugiado da Alemanha pelo Brasil, em especial o Rio de Janeiro, sua inquestionável bondade e genialidade, entre diversos predicados- todos eles positivos, do admirável Hans.

Não que não seja admirável o poder de sua marca, ou que a pesquisa de Consuelo seja incompleta.
Entretanto o texto carece de mostrar o outro lado, o nem tão bonito, alvo, reluzente e imaculado lado da história.
O livro não é de todo desagradável, mas seria infinitamente mais interessante se informasse mais e endeusasse menos.




8 comentários:

  1. Oi Amanda, não gosto quando o texto ou livro tentam transformar em herói ou Deus o personagem em questão, ainda mais quando o livro é biográfico. Concordo que no caso em questão a marca e ele próprio sejam importantes, mas cada um no seu cada qual, como dizem por aí.
    Bjs, Rose.

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  2. Oi Amanda, tudo bem?
    Apesar de gostar de ler biografias também não iria ficar satisfeita com esse endeusamento do empresário até porque os percalços existem para todos, ninguém é perfeito. É uma pena que o livro é raso. :(
    Beijos

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  3. Oi Amanda, tudo bem?
    Apesar de gostar de ler biografias também não iria me agradar esse endeusamento que você citou em torno do empresário, até porque os percalços existem para todos, ninguém é perfeito. É uma pena o livro ser raso. :(
    Beijos

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  4. Amanda Larissa Vieira no caso o livro é mais uma propaganda em formato literário do que literatura em si, né? Desagradável, evitarei.

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  5. Oi, confesso que esse livro não me atraiu e por ser uma biografia romanceada, com certeza não leria, por não ser tão verdadeiro e cru.
    Dessa vez passo a dica.
    bjus

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  6. Ai, que chato que teve essa endeusação (?) da marca. Também gosto mais de biografia quando tem os erros no meio, parece mais real e próxima de nós, mortais comuns que não temos marcas famosas haha Nem sabia que tinha livro sobre a marca. Sou capaz de ler só por curiosidade.

    Bjs, Cass | www.livroseoutrascoisas.com.br

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  7. Sua resenha só serviu para eu me conformar que a obra não faz nem um pouco meu tipo de leitura. Imagino que tenha sido difícil resenhar esse livro mesmo. Parabéns por ter conseguido expor sua opinião,rs.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  8. Nossa, não tem coisa pior que ler um livro que não nós agrade,e pior ainda é ter que fazer uma resenha sobre o mesmo. Gostei da sua sinceridade na resenha.
    O livro não faz meu gênero e dificilmente leria ele.
    um beijo lyh


    Blog Rascunhos da Lyh

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